31 de dezembro de 2010

2011 aí está você!

Bem, esse é um texto de agradecimento.

Um agradecimento que queria fazer pessoalmente para todos que serão citados, mas como é um pouco impossível e improvável de acontecer, estará aqui, publicamente o quão grato sou à algumas pessoas.

Muita gente me aguentou nesse ano de 2010 e nem sei como agradecer pela paciência, mas o fato é que esse ano que está acabando foi um dos mais importantes na minha vida, certeza.
Foi o ano que comecei a definir o que vai ser da minha vida. Entrei em duas faculdades. Fiz vários novos amigos. Conheci muita gente. Foi incrível.

Primeiramente gostaria de agradecer aos meus pais [tá que eles nem devem ler isso aqui, mas mesmo assim quero agradecê-los] por todo o amor, carinho e dedicação que tiveram comigo. Eu sei que não fui o melhor dos filhos, mas também, quem é?

Quero agora agradecer aos meus amigos.
Agradecer ao Felipe Corrêa, Kaio Vieira Lara, Marcela Marcelino e Ágda Vieira, que estão comigo desde a escola e sei que não importa o que aconteça estarão do meu lado, sempre. Muito obrigado mesmo, vocês quatro. Se hoje eu posso dizer que sou mais confiante, feliz e me aceito do jeito que eu sou, saibam que é por ter amigos como vocês. Não importa o tempo que passar, a dificuldade que for, o carinho e amor que tenho vence qualquer obstáculo por vocês.

Quero agradecer também as "minhas meninas", os amores da minha vida e que se não fossem elas minha vida não seria a mesma. Muito obrigado Deinha, Mari, Thalitinha e Mi por deixarem minha vida mais colorida e por me entenderem e me aguentarem esse tempo todo. Vocês também estarão para sempre no meu coração. O carinho, respeito e admiração que tenho por vocês é de irmão. Vocês são as irmãs que eu nunca tive. Cada uma tem seu jeito, um diferente do outro e é assim mesmo que eu gosto de vocês, mesmo que eu não saiba demonstrar muito.

Tem um amigo em especial que quero agradecer que é o Rodrigo Falco. O minini mais legal e gente boa que eu podia conhecer nesse ano de 2010. Tudo bem que eu me equivoquei no começo, mas agora, tenho você como um dos meus melhores amigos, como um irmão e que nunca quero perder.

Fica aqui meu agradecimento aos migs da faculdade: Isadora, Glaucia, Pedro, Bárbara, André, Débora, Liginha, Sassá, Nane, e muitos e muitos outros, que mesmo não estando citados, estão sim em meus pensamentos. Muito obrigado pelos 6 meses mais legais e divertidos que já tive em toda minha vida. Mesmo durante as aulas mais chatas, vocês estavam ali e faziam tudo ser muito mais legal, acreditem.

Agora um agradecimento aos meus menines virtuais [leia-se: twitter].
Obrigado @marcelowarriss um menine que foi muito especial na minha vida e nesse ano. TD
Obrigado @vih_tinho por ser esse menine "besta" que me alegrava e eu acabei decepcionando e me arrependo muito por isso.
Obrigado @TomBoulevard o menine que eu não ignoro por querer no msn, sou avoado, mas que tá sempre ali comigo.
Obrigado @kastanho por compartilhar um pouco da sua vida comigo e por ser esse cara genial que você é.
Obrigado @Rikkikitsune [o user mais difícil que conheço] por ser esse menino sensível, inteligente e que eu pouco converso, mas considero muito.
Obrigado @blackgermanotta Lady Gaga e Harry Potter reunidos em uma mesma pessoa. Espere 4 anos, ok? rsrs.
Vocês fazem meus dias muito mais felizes, de verdade mesmo. ♥

Também quero agradecer dois xuxus da minha colheita rsrs: Marília, minha cotococolorido mais palcomrequeijal da minha vida e a Maria Clara que estão sempre por perto quando preciso.

Tem muita gente pra agradecer ainda e com certeza alguém ficará chateado por não ter sido mencionado, mas desculpa, é muita gente especial que fez parte da minha vida nesse ano de 2010, mas saibam que estão todos comigo.

Bem, depois de ter derramado litros e mais litros de lágrimas aqui [sim, eu chorei escrevendo essa budega rsrs] só resta dizer que o ano de 2010 tá nos últimos momentos e se eu posso desejar alguma coisa pro ano de 2011 é:

VEM GENTE!


Firework:
Você já se sentiu
Como um saco de plástico
Voando com o vento
Querendo começar de novo

Você alguma vez já se sentiu
Se sentiu tão frágil
Como um castelo de cartas
A um simples sopro de desmoronar

Você alguma vez já se sentiu
Como se estivesse enterrado
A sete palmos
Você grita, mas parece que ninguém ouve nada

Você sabe que há
Uma chance para você
Pois você tem um brilho
Você só tem que...

Acender a luz
E deixá-la brilhar
Seja o dono da noite
Como o dia da independência
Pois, baby, você é como fogos de artifício
Venha e mostre do que você é capaz
Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"
Enquanto você cruza o céu
Baby, você é como fogos de artifício
Venha e deixe as suas cores explodirem
Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"
Você vai deixá-los todos supresos, surpresos, surpresos

Você não precisa se sentir
Como um desperdício de espaço
Você é original
Não pode ser substituído

Se você ao menos soubesse
O que o futuro lhe aguarda
Depois do furacão
Vem o arco-íris

Talvez a razão, por quê
Todas as portas se fecharam
Seja pra você poder abrir uma
Que te leverá ao rumo perfeito

Como um relâmpago
O seu coração reluz
E você saberá quando chegar a hora
Você só tem que

Acender a luz
E deixá-la brilhar
Seja o dono da noite
Como o dia da independência
Pois, baby, você é como fogos de artifício
Venha e mostre do que você é capaz
Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"
Enquanto você cruza o céu
Baby, você é como fogos de artifício
Venha e deixe as suas cores explodirem
Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"
Você vai deixá-los todos supresos, surpresos, surpresos

Bum, bum, bum
Mais brilhante até que a lua, lua, lua
Esse sempre foi você, você, você por dentro
E agora é hora de deixar isso aparecer
Pois, baby, você é como fogos de artifício
Venha e mostre do que você é capaz
Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"
Enquanto você cruza o céu
Baby, você é como fogos de artifício
Venha e deixe as suas cores explodirem
Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"
Você vai deixá-los todos supresos, surpresos, surpresos

Bum, bum, bum
Mais brilhante até que a lua, lua, lua
Bum, bum, bum
Mais brilhante até que a lua, lua, lua

1 de agosto de 2010

Choro

As vezes eu queria só um abraço.
Só um abraço
Mas daqueles bem apertados
que não precisa trocar uma unica palavra pra ficar bem...
Eu não queria chatear ninguém com a minha tristeza.
Mas eu só queria um abraço.
Um abraço de amigo
de sentimento sincero
Não um abraço de "Oi, tudo bem, como tem passado?"
E a cada palavra que meus amigos [virtuais] me falam nesse momento
me faz querer chorar cada vez mais.
Nunca vou ganhar esse abraço com qual eu sonho
Nunca vou me sentir confortável nos braços de alguém
Eu só queria parar de chorar agora.

9 de julho de 2010

I am a zombie

Eu tô com medo de estar muito doente.
Eu tô com medo de morrer cedo.
Eu não tô bem.
MESMO
De uns dois/três anos pra cá
eu tenho uma tremedeira muito incômoda
mas muito mesmo
tenho tremido muito mais ultimamente
Já procurei um médico
ele disse que é uma tremedeira normal
que todo mundo tem
mas mesmo assim eu tenho medo.
Nunca tive a certeza de que iria viver muito.
Pelo contrário, algo dentro de mim
sempre me disse q eu ia morrer jovem
como se fosse uma convicção.
Tudo bem que eu deveria procurar
uma psicologa pra falar sobre isso
mas sei lá...
eu prefiro ter meus medo só pra mim
bem, agora o mundo virtual inteiro pode saber
que eu tenho medo de morrer
e é um medo constante
que tenho todos os dias da minha vida
tenho medo de estar muito doente
e não poder aproveitar tudo o que eu queria
acho que por isso me sinto tão
carente
por isso minha necessidade
e quase uma obsessão para ser feliz
encontrar alguém com quem eu pudesse
compartilhar toda minha vida
ou o que sobra dela.
me sinto confuso
desnortiado
não sei pra onde ir
qual lado correr
só não queria ter esse medo.
queria que alguém me entendesse
e que não tivesse pena de mim
só isso.

8 de abril de 2010

O palhaço está de volta


Reeeeespeitável público! Senhoras e senhores! Meninos e meninas! O Grand Cirque Contes de Farses tem a honra de apresentar: O palhaço! Sim! Ele, por quem vocês aguardavam pelo regresso: Fernando Braida
*toca uma fanfarra ao fundo: TCHARAN*
Voltei a assumir o bom e velho nariz vermelho.
Mas eu gosto disso. Sério!
Eu acho que todos nós deveríamos andar aí, pelas ruas, com as caras pintadas, porque, máscara por máscara (leia-se como algo escondido, oculto, como uma mentira ou uma verdade que evitamos contar) nada mais legal do que a de um palhaço.
O personagem bobo, que ri dos seus defeitos e que não tem medo de mostrá-los.
Eu gosto de ser palhaço, de me pintar, vestir as roupas "estranhas" e fazer os outros rirem com minhas idiotices.
Experimentem! Eu já fui em lugares onde cuidavam de crianças carentes para animar, junto com outras pessoas, e fazer alguém sorrir é algo mágico. Mesmo quando se está triste, não tem como não se contagiar pelo sorriso alheio.
Então, quando estiverem tristes, lembrem-se de sorrir.
Pode parecer ridículo e auto-ajuda demais, eu sei, mas ameniza um pouco as coisas.
E não se esqueça: nossa vida é como uma fila na carrocinha do algodão doce; ela pode estar grande e lenta, mas ela v a  i    c    o   m    e     ç     a     r          a             a           n            d                a                     r         e no final você vai ter o que consegue.

4 de abril de 2010

3 de abril de 2010

A Poesia da Imagem

Olá meus seguidores e/ou leitores!

Antes de tudo, quero explicar uma coisinha: esse blog, inicialmente era sim só sobre contos, crônicas e outros textos ficcionais, mas depois de um tempo eu senti a necessidade de me abrir.
Talvez como um refúgio psicológico...
Mas não significa que parei com meus contos, crônicas e afins...
Só espero que não se importem por eu dividir um pouco da minha vida.

Atenciosamente,
Fernando Braida

(***)

[Agora sim vem o texto que me propus a escrever nesse post]

Como presente (adiantando) de aniversário, ganhei uma câmera fotográfica. Uma Fuji FinePix S1500.
Com isso redescobri a minha paixão por fotografia. Sim, quando eu era menor eu gastava rolos de filme tirando fotos com a câmera da minha mãe. Fotos avulsas ao extremo, desde um passarinho num galho, até a lasca de unha do meu dedo mindinho do pé!
Pra mim a fotografia é algo mágico. Afirmo (quase) o que diziam sobre a fotografia logo após sua descoberta: a fotografia rouba as almas das pessoas. Pra mim, não é que rouba as almas, mas sim, guardam os sentimentos das pessoas. Eu sei que é um comentário idiota o meu e que muita gente sabe disso, mas é que pra mim, realmente uma fotografia captura o que a pessoa está sentindo no momento.
Somos capazes de olhar para uma fotografia e identificar se aquele sorriso foi forçado, se aquele olhar está realmente feliz... bem, pelo menos eu consigo identificar isso.
Não se consegue mentir totalmente para uma fotografia pura. A não ser aquelas editadas e tratadas com softwares gráficos. Talvez nem as fotos modificadas por esses programas possam mentir a ponto de anular totalmente o que foi sentido naquele momento.
Enfim... é um assunto muito complexo para o momento.
O que me faz escrever esse post foi um pensamento que me ocorreu depois que li uma frase de Ansel Adams:

Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.
 E aí parei pra pensar sobre as últimas fotografias que fiz, mais especificamente sobre os dois últimos ensaios que fotografei.

"Alice no País das Maravilhas" foi o tema do meu ensaio com a Marília Villanova. Caraca! Como eu gosto dessa história. Nem é por causa desse filme que o Tim Burton dirigiu. Bem, também é... mas é que desde sempre eu gostei. O filme da Disney me fez ficar apaixonado, e depois eu baixei e li a história no PC. É simplesmente encantadora essa história. Tudo bem que eu costumo tirar um sarro dizendo que Alice tomou umas balas e fez uma viagem muito louca, mas me diz, quem não queria estar no lugar dela e descobrir um novo mundo, fantástico e fantasioso em que tudo é possível?
Talvez o fato de eu gostar tanto da história eu tenha feito esse ensaio. Óbvio que aproveitei o "bum" do momento por causa do filme que será lançado esse mês, mas era algo que eu precisava fazer. Talvez eu o refaça algum dia... algumas coisas eu confesso que não gostei, como o cenário escolhido, mas tudo bem... dá pra superar.
As fotos não ficaram muito boas. Algumas (em sua maioria) ficaram com o horizonte inclinado pra um dos lado, mas também estou começando e na hora nem me liguei pra isso... mas gostei tanto do resultado. Das fotos editadas e tratadas, mesmo não sendo o que eu esperava e ter torcido um pouco o nariz no início, mas comecei encarando como algo mais profissional mesmo. Foi legal! Gostei mesmo!


O outro ensaio que fiz, da Marcela Cristina, foi fotografado na Avenida Barão do Rio Branco, em Juiz de Fora. Você pode se perguntar o que há ali que me fez fotografar. Simplesmente a urbanização! Como eu adoro a minha cidade! Ou melhor, como eu adoro cidade, sem artigo definido. Um ambiente urbano sim, pode ter seus encantos. Eu não vejo só essa parte cinzenta que a maioria das pessoas costuma dizer sobre a urbanização. Vejo as peculiaredades das cidades.
Vocês não acham incrível o fato de ter uma casa sobre a outra? E estacionamentos (tudo bem que derrubam casarões antigos pra isso e isso é a parte ruim)? Eu fico viajando... o que será das cidades quando não houver mais seres humanos? Como as outras espécies vão aproveitar esse ambiente tão modificado pelo homem?
E aí depois de analisar isso tudo eu concluo que sim, as cidades tem seus charmes e que pra mim são as cores, a diversidade, mesmo em uma escala de cinza.
O que me fez fotografar o ambiente urbano nesse ensaio foi justamente a diversidade de formas e cores que uma cidade pode ter.

Enfim...
Eu realmente gosto de fotografar e se pudesse andaria com minha câmera no pescoço, pronto pra fotografar qualquer coisa que me transmitisse uma emoção, boa ou ruim.
Espero que tenham curtido as fotos e se quiserem uma dica, tentem ver o mundo através de uma lente fotográfica, fica tudo mais interessante, acreditem.


"Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim..."
Fernando Braida

28 de março de 2010

PAM



Hoje, se me desse a louca e eu fosse andar com uma placa pendurada no pescoço seria: "Cuidado, cão raivoso!"
É sério! Acordei virado!
Sabe aqueles dias que você acorda e tem vontade de voar no pescoço do primeiro que te diz "Bom dia!"? Então, tô assim!
Muita coisa tá contribuindo... desde pessoas me olhando com cara de bunda como se eu estivesse com a roupa toda cagada, até ver coisas que eu não queria por enquanto... e também outras coisas como pessoas que são meio "irgh" [estrelinhas]
Dá vontade de chegar e falar: "Você quer ou não quer? Anda! Decide!"
Mas eu tenho que me controlar... é que estou um pouco sem paciência hoje.
Falo que estou de TPM: Tensão Pós Muzik
E ainda tem uma pessoa que entra na internet e não vem falar com você.
Aí eu fico pensando se realmente vale a pena todo esse meu estresse... se vale a pena eu fazer isso só pra me satisfazer por um dia...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH
Vontade de mandar todo mundo pr'aquele lugar!

Mas vai passar...
Vai passar...
[eu espero]

25 de março de 2010

Houston, we have a problem!


Sim, hoje é o dia do meu aniversário...
E eu estou feliz?
Não... não muito... eu ia comemorar com meus amigos, sabe? Fiz até um convite especial pra eles, convidando pra sair pra algum lugar, mas aí todo mundo começou a falar que não ia porque era quinta-feira e tal e coisa e coisa e tal... aí eu desisti de comemorar...
Tô chateado ainda...
Poxa, é meu aniversário e parece que ninguém dá valor a isso...
Eu não estou querendo ser o centro das atenções, mas é que.... aaaah... a gente só faz 19 anos uma vez na vida e eu queria comemorar esse momento...
Eu, sempre que possível, tento comparecer aos aniversários de meus amigos, porque acho que é uma data especial e importante para cada um de nós.
Mas acho que vou passar meu aniversário como um dia qualquer mesmo... sem grandes coisas...
Pra terem uma ideia, tenho consulta na dentista marcada para 17:30 no DIA DO MEU ANIVERSÁRIO!!!
Enfim...
Até agora só recebi 4 felicitações...
Isso porque nem foram dos meus melhores amigos, que sabiam que eu estava online e mesmo assim, nem se tocaram...
Sim, eu fico carente nesse dia. PRINCIPALMENTE nesse dia.

Olha, acabo de ver algo curioso no meu quarto. Uma joaninha voando em volta da luz.
Dizem que joaninhas trazem sorte...
Será que terei um dia sortudo?
Se bem que ter consulta de dentista marcado no dia do seu aniversário não pode ser considerado um dia com "sorte".
(Isso me lembrou essa música)

Mais um ano de vida!
Ou como diriam os pessimistas: Menos um ano de vida!
Esse eu quero viver mais intensamente do que os outros que já vivi. Isso é uma promessa.
E olha, se eu for julgar meu 19º ano de vida pelo começo desse ano de 2010, posso ter a certeza de que será um ano intenso.
Não que seja sempre bom... mas será intenso.

Bem, é isso...
MEU ANIVERSÁRIO!!!

UPDATE:
Vi esse vídeo e tive que postar ele NESSE post!
Infelizmente é da Coca-Cola, mas não estou fazendo "apologia", só curtam a mensagem...

23 de março de 2010

22 de março de 2010

Queria ser blasé...

Mais uma madrugada perdida com meus pensamentos e com a constatação de que as coisas realmente mudaram. Os que deviam ser só amigos, enfim ocuparam seus lugares de fato.
Sabe, eu agora estou tentando levar a vida, estou correndo atrás e não apenas esperando (just waiting), mas as vezes me parece que estou correndo para o lado errado...
Estou meio que correndo como um desesperado, ou como diria aquele ditado popular: como cego em tiroteio.
Eu preciso de uma direção... não dá mais para ficar correndo atrás da primeira condução que passa. Estou tentando de verdade mesmo dar uma guinada e reverter o jogo...
Como é difícil isso, não?

Ter torcido o pé e ficar de molho justo na semana do meu aniversário me deixou bem chateado. Com vontade de chegar na janela e gritar "Thanks God!". Meus planos para essa semana foram sim por água abaixo... e olha que eu tinha planos! Só hoje tive que "recusar" dois convites, um parque e um cinema...

E porque eu me preocupo com os outros? Ainda mais sendo desconhecidos...
Esse era o ponto que eu queria chegar nesse texto. Simplesmente eu me "apego" muito fácil as pessoas, mesmo se eu a conheci há uma semana...
Fico parecendo ridículo. Sempre pareço ridículo.
Mas ver alguém com uma "depressão dominical" me deixa um pouco pra baixo também, e eu falo sério...
Pode parecer que estou querendo aparecer, mas não é não...

Tenho a impressão de que estão querendo botar banca comigo e aí, analisando meus atos, estaria eu também  botando banca?
É que estou tentando ser mais reservado... não me expor tanto logo de cara. Mas é difícil, porque eu digo o que tenho que dizer, e o  que estou sentido. Não consigo ser uma fortaleza o tempo todo...
Sou eu sempre atrás da tentativa de ser feliz.

As convenções da sociedade que fazem isso comigo.
Eu quero me preocupar sim com uma pessoa desconhecida, mesmo que ela não esteja ligando pra mim, ou então botando banca.
Eu quero ser feliz. Quero encontrar alguém que me entenda, porque cansei das tentativas.
Mas parece que isso é incompreensível para a maioria das pessoas...
Ser franco e verdadeiro e sentimentalista e transparente demais como sou me coloca em uma situação delicada.
Me sinto um manequim despido na vitrine de uma loja que todo mundo passa e olha com espanto.
Auto-declarar-me "fácil de lidar" me deixa em uma posição desfavorável com as pessoas, que devem pensar que sou submisso às vontades alheias...
Mas não é bem por aí não. Tenho pra mim que ser "fácil de lidar" é uma pessoa que sabe aceitar o jeito dos outros, uma pessoa que sabe ouvir sempre que preciso e que procura ajudar em que pode.

Simplesmente ver se aproximando mais um aniversário me entristece ao olhar pra trás e ver que não fiz muitos avanços em alguns setores da minha vida... Mas o que conta é sempre olhar pra frente e tentar mais uma vez isso que chamam "ser feliz".

E mais uma semana começa. Mais uma estação começou. Mais um ano se completará.

Viver!

17 de março de 2010

Better Together

Não estou fazendo propaganda do site, que fique claro isso.


8 de março de 2010

Just a city boy

Faz tempo que quero atualizar o blog, mas eu queria colocar um conto, ou algum texto ficcional, mas não um sobre mim, novamente...
Mas estou percebendo que só vai sair isso mesmo.

...

Eu só queria ter a certeza de que ao me declarar, eu não perderia uma amizade que prezo tanto...
É difícil estar gostando de alguém que você antes de tudo, sente muito carinho como amigo, e eu não estou confundindo meus sentimentos.
Não dessa vez.
Eu aguardo o momento certo...
Mas tenho medo disso ser um erro...
E fazer parte das coisas que a pessoa preferiria esquecer...
Como muitos outros "erros" do passado...
Mas há quem diga que formamos um casal "perfeito"...
É cada vez mais dolorido...
Está cada vez mais dolorido...

Eu não quero mais sofrer...
E pra isso eu só queria ter uma certeza.
SÓ UMA:
A de que a amizade nunca acabaria...

26 de fevereiro de 2010

25 de fevereiro de 2010

Um seguidor

Foi num dia comum, em que tudo estava indo bem, que ele sentiu um aperto no peito quando foi dormir. Um pouco de culpa, talvez. Já que mais cedo havia feito algo, na inocência, mas que poderia ter resultados, para ele, catastróficos.
Se sentiu culpado por querer ser amigo. Para ele, não passava pela cabeça que estar presente quase que o tempo todo era ruim. Era normal. Também não fazia de propósito... era só seu jeito de ser amigo.
Mas pensar que podia ter atrapalhado algo e que alguém podia ter ficado chateado ou até com raiva dele, era insuportável. Não estava fazendo drama e nem querendo pagar de coitadinho... ele simplesmente se sentia muito mal mesmo com isso.
Botou a cabeça no travesseiro e começou a pensar de tudo ruim que poderia acontecer.
Se encolheu na cama, como se estivesse preso em um casulo pequeno.
Então começou a desabafar, sozinho. Só ele sabia do que estava falando e se alguém viesse escutá-lo, não entenderia.
Seus pensamentos eram desconexos.
Tentou se animar, lembrando de coisas engraçadas... coisas boas que acontecera recentemente... momentos felizes. Tentou parar de se martirizar e sofrer.
Prometeu a si mesmo que não repetiria o ocorrido. Jamais. Não queria ser um amigo sufocante.
Ainda no casulo ele se lembrou de uma poetisa que havia lhe falado naquele mesmo dia: "Veja cada amanhecer como um recomeço!" então ele decidiu que era hora de abandonar o casulo e deixar de ser lagarta para ser uma borboleta livre pra voar.
Se lembrou depois da teoria do caos: um bater de asas de borboleta no ocidente, causa tufões no oriente.
Então, concluiu que qualquer atitude que tomar nessa vida vai ter consequências boas e ruins, cabe a ele escolher a que terá menor efeito negativo sobre os outros.
Decidiu viver.
Ele ainda quer ser amigo, mas prometeu se controlar e finalizou dizendo para ele mesmo, sozinho (como se esperasse que alguém o ouvisse).
"Desculpa."

23 de fevereiro de 2010

22 de fevereiro de 2010

RE: Eu, eu mesmo e Fernando Braida

Se alguém, por algum acaso chegou a ler o post intitulado "Eu, eu mesmo e Fernando Braida" tenho que explicar os fatos que sucederam depois.

Primeiro: Não me declarei. Na verdade eu tinha já falado que não me declararia. Só estou aqui pra confirmar isso!
Se alguém viu o post que estava programado para o dia 21, viu a minha situação.

Segundo: Meus sonhos parecem cada vez mais confusos, por incrível que pareça. Começando então uma faculdade amanhã, me deixa mais confuso sobre o futuro.

Cheguei a conclusão de que as amizades são o que importam nessa vida! Preferi não perder uma e adorei saber que ainda tenho uma antiga, mesmo depois de alguns fato virem a tona. Isso realmente me incomodava e percebi que eu temia à toa. Amizade que é amizade mesmo, de verdade, não acaba por motivos "tolos".

Agora eu acho que consigo viver um pouco mais a minha vida. Viver mais "feliz"! Mas não mais impulsivo ou corajoso.

Descobri que a pessoa que eu gosto, gosta de outra pessoa, mais bonita e provavelmente mais interessante do que eu.
Bem... não descobri isso! Deduzi!
Sei lá... a possibilidade de conhecer novas pessoas amanhã (hoje) tem me animado!
Passei um ano improdutivo em 2009.

Hoje acordei cheio de decisões que ao longo das horas foram se perdendo.

Cada dia que passa estou mais confuso e mais perdido...

Por que raios o sino da igreja está tocando a uma e meia da manhã?
Talvez os sinos estejam como eu, eufóricos pelo novo dia que vai começar e não aguentam espera mais.

Vida nova que começa hoje! Novos planos! Novas atitudes!

Espero sorte para esse 2010 que se inicia!

Até breve!

20 de fevereiro de 2010

Eu, Eu mesmo e Fernando Braida

"Se eu fosse jovem fugiria desta cidade / Enterraria meu sonhos debaixo da terra"
(Beirut - "Elephant Gun")

Eu tenho o mal do século que acometia Álvares de Azevedo! Eu tenho spleen!
Não... na verdade, acho que não tenho spleen... só sou um pouco carente de atenção.
Sabe, me encanta ter um lado Ariel e Caliban. O "bem" e o "mal" (resumidamente). Todas as pessoas são um pouco assim... pra falar a verdade tudo, mas tudo mesmo é assim! Sempre há dois lados!

Hoje parei pra pensar: meu sonhos? Quais são meus sonhos?
Não sei...

Sabe, acho que tenho gostado de uma pessoa que não deve saber disso.
Aí me pergunto: Continuarei amando em segredo, ou contarei, mesmo correndo o risco de perder a amizade?
Dúvidas...

Para falar a verdade (mais uma), sei que não vou contar. E tem mais. Continuarei, sim, amando em segredo. Assim, quem sabe, um dia essa loucura da minha cabeça passa. A solução é talvez cair na boemia. Como diz um amigo de velha data: "Vou me entregar aos vícios!"

Talvez eu não me entregue aos vícios. Muito provavelmente não me entregarei e continuarei sendo carente de atenção. Não me importo. MESMO.

Gosto das poesias de Álvares de Azevedo. Para ser sincero, li bem poucas do livro "A lira de 20 anos", mas mesmo assim posso afirmar que gosto e indico. Leiam!

Ultimamente eu ando inconstante comigo mesmo. Parece até que tenho transtorno bi-polar. Mas é que talvez eu ando pensando demais antes de agir. Gostaria de ser mais impulsivo sem pensar nas consequências. Me jogar no futuro. Viver! Como diria o samba:
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz!"
 Bem, acho que é isso que tenho por hoje. Um post com meus reais questionamentos. Espero que gostem do texto, mesmo que confuso...

Um abraço e volto um dia, talvez, com mais um texto sobre mim.

17 de fevereiro de 2010

A alameda das cartas

Existe sim um lugar, não nesse mundo de homens, onde todas as cartas não enviada (ou então aquelas que desejaram enviar, mas nem escritas foram) são destinadas.
A carta a seguir não tem remetente e está destinada à "Você" (está realmente escrito "Você" no envelope, acreditem)

Você sabia que eu te amava? Amava de amor mesmo! Um amor de amigo, de companheiro, de amante... um amor meio louco, é verdade... mas nem por isso deixava de ser verdadeiro! 
Sabe, tive vontade de me declarar uma porção de vezes... mas não tive coragem... 
Sou um tolo sim! Eu mesmo me considero um tolo! Mas minha tolice devia-se ao fato de temer perder sua companhia, sua amizade.
Era engraçado o modo como eu ficava ao te ver... lembro da primeira vez em que saímos (só como amigos)...
Minha boca secou na mesma hora em que meus olhos avistaram os seus. Foi tão mágico e especial para mim. Lembro até que alguém chegou a comentar como eu estava tremendo... e eu estava mesmo! Disfarcei falando que era fome...
Sou de fato um tolo! As vezes acho que devia ter me arriscado sim, sabe? Para que pelo menos eu pudesse dormir com a cabeça mais leve.
Não que eu reclame de ter só sua amizade. Pelo contrário! Adoro conversar com você... olhar nos seus olhos e saber o que realmente está se passando.
Te conheço tão bem... Acho que te conheço mais do que me conheço. É por isso que eu me julgava ser o seu companheiro ideal. Saberia como cuidar de você... como te acolher em um momento difícil.
Mas nem sempre o que queremos é que é o certo.
Não entenda isso como uma desistência do meu amor por você. Não! Eu nunca vou deixar de te amar. Pode passar um mês, um ano, dez anos... mas eu nunca vou deixar de gostar de você.
Você foi a primeira pessoa que parecia me completar realmente. Então por isso eu acho que vai doer muito a cada vez que eu ver você com seu novo amor.
Saberei superar, mas nunca deixarei de te amar.
Tenho a total consciência de que se você estalar os dedos me chamando eu irei até você (não me envergonho por isso não)
Se alguém me perguntasse qual foi o amor da minha vida, sem dúvida a resposta seria você. Sempre!
Não consigo explicar, mas é algo maior! E pode parecer estranho eu ficar afirmando que te amo, amo, amo... mas acho que essa é a palavra...
Passei da fase da simples paixão. Não posso dizer só que "gosto" de você. Então melhor termo seria "amar".
Relendo essa carta agora, vejo quantas reticências eu usei. Reticências é um sinal de que as coisas ainda continuam... (mais uma)
Enfim, espero que você não ache piegas e nem dramática essa carta. São apenas sentimentos que ficaram guardados durante um bom tempo no meu peito. Espero que continuemos amigos mesmo depois dessa declaração.
Nem estou acreditando que tive coragem de me declarar! É um passo muito grande pra mim! Mas também se eu não o fizesse, não estaria sendo eu...
Me despeço agora desejando tudo de melhor para nós dois. 
Um abraço de alguém que te admira.


Engraçado, acho que quem escreveu a carta desistiu de dar o passo importante que tinha resolvido.
Enfim, voltarei a cuidar da alameda das cartas e quando houver alguma interessante como essa, eu venho lhes contar.
Fiquem com seus protetores e se lembrem: Nenhum sentimento é pequeno demais para ser dispensado numa folha de papel. Alguém sempre vai saber.

14 de fevereiro de 2010

Madame Bonheur (continuação)

[Para a anônima (risos) que me pediu uma continuação através do comentário]

Era final de tarde e a menina passava em frente a uma praça. Parou. Viu que umas crianças brincavam nas gangorras, uns idosos alimentavam os pombos e o sorveteiro, vestindo seu único jaleco azul, personalizado com seu nome, já estava empurrando seu carrinho, indo embora. Ela resolveu sentar em um dos bancos. Ficou admirando o rosado pôr-do-sol.
As palavras da Madame Bonheur ficaram rondando sua mente...
"Sua felicidade é você quem faz!"
E mesmo desacreditada, mas já resolvida que faria aquilo, a menina decidiu que aquele era o momento em que ela teria que começar a agir.
Buscou em sua mente quem a fez feliz. Ela queria que viesse uma resposta rápida. Alguém que ela tivesse amado. Amado mesmo, com todas as forças.
Vieram os amigos, os familiares, mas ninguém que ela realmente tivesse amado.
Pensou com ela mesma que aquilo seria bobagem e que cartomantes não passam de charlatãs.
Voltou a olhar a paisagem e notara que já havia anoitecido. Ficou olhando as estrelas e por um motivo que nem ela mesma sabe, procurou com os olhos as Três Marias e logo se lembrou de um velho amigo que a ensinara que elas faziam parte do cinturão de Orion. Logo um sorriso surgiu em seu rosto. Nem ela entendeu direito.
Voltou pra casa.
No caminho lembrou do seu primeiro amor. Amor verdadeiro. Daqueles que dói só de lembrar. Ela tinha 15 anos, ele já ia fazer 17. Uma lágrima escorreu no canto do rosto.
Pegou o ônibus.
Ao ver uma criança comendo pipoca, sentada a sua frente, se lembrou de seu aniversário de 10 anos. Todos os amiguinhos cantando "Parabéns a você" em volta do bolo. Ela com vergonha foi parar em baixo da mesa na hora do "Com quem será?". Outro sorriso surgiu.
Foi nesse mesmo aniversário que ela havia dado seu primeiro beijo. Um selinho, em um menino que ela gostava, mas tinha vergonha de gostar. Se lembrou de como ficou com vergonha. Riu sozinha no ônibus.
Passou na rua um rapaz que carregava um buquê de rosas. Ela se lembrou do último rapaz que dizia ter a amado. Dessa vez não houve lágrimas, nem sorrisos. Ela só lembrou.
O ônibus parou no sinal e pela janela ela viu um muro pichado com a seguinte frase "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.".
Coincidência?
Talvez sim... talvez não...
O fato é que naquele momento a menina realmente se deu conta de tudo o que havia passado.
Ela não precisava de alguém que a amasse desesperadamente, como ela queria. Ela não precisava amar alguém desesperadamente.
Ela tinha é que se permitir ser amada, amar e principalmente se amar.
Seus amigos e familiares eram sua melhor companhia.
Não que não precisasse de um "amor", afinal, todos precisamos, mas ela chegou a conclusão que existem várias formas de amar.
Ela não se decepcionou com isso, pelo contrário. Foi reconfortante.
Agora sim ela entendia o que a cortomante queria dizer.
Prometeu a ela mesma que daria chances de ser feliz. Não ia deixar passar uma oportunidade. Ia tentar ser feliz do jeito que tivesse de ser.
Quanto ao amor?
Ela agora queria dar chance a ela mesma. Se alguém falasse que a amava ela também amaria esse alguém. Ou pelo menos tantaria.
Para ela agora só importava uma coisa: só queria não deixar de ser feliz.

La Redécouverte

Valente Valentim

"Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270."

13 de fevereiro de 2010

Madame Bonheur

Ela, uma menina normal, daquelas que passa despercebida na rua por você, tomou uma atitude radical! Decidiu não procurar mais a pessoa amada.
Queria que as coisas fluíssem naturalmente. Agora, era ela que queria ser procurada.
Mas vocês sabem como é, o tempo passa... ficamos mais velhos... e o desespero da menina só crescia com o passar de seus relacionamentos superficiais. Ela agora queria algo concreto.
Decidiu procurar uma cartomante!
Madame Bonheur.
Com a promessa de ler o futuro, de trazer a pessoa amada e de explicar o passado, a menina acreditou que essa era uma oportunidade que não podia deixar passar.
A casa era velha, mas nem por isso acabada. Cheirava a veludo velho. Ela pode contar no mínimo uns cinco gatos diferentes no jardim.
Entrou. Apreensiva, com pequenos passos dirigiu-se até a porta. Bateu. Três vezes fora o necessário. E abriu uma mulher já de certa idade, mas muito bonita. Suas rugas eram mais de preocupação do que de tristeza. Vestido em tom pastel e os cabelos um pouco grisalhos, lhe dava um aspecto sereno e acolhedor.
A menina despejou todos os seus problemas na pequena mesa onde a cartomante atendia.
Durante uns quinze minutos só se ouvia a aguda e suave voz da menina enquanto a cartomante fitava suas cartas.
"E aí?" perguntou a menina.
A cartomante respirou fundo, olhou nos jovens olhos castanho e lançou: "Você teve a chance de ser feliz. A sua felicidade está próxima a você. Basta querer ser feliz."
"Só isso?" indagou a menina.
"Sim! Acredite no que direi: sua felicidade é você quem faz!"
A menina saiu de lá um pouco desacreditada na cartomante, mas virou a esquina e decidiu fazer aquelas palavras se tornarem realidade.


Desenho: Rodrigo Falco

12 de fevereiro de 2010

Believing changing

Ele acordou e pensou: Sim, é hoje! Hoje farei tudo diferente! (isso porque conversas recentes haviam levado ele a tomar essa decisão) Porque não tentar? Se der errado vai virar experiência adquirida!
E lá foi ele... decidido realmente a mudar! E estava feliz por isso. Feliz em pensar em mudar! Passou o dia inteiro pensando nessa mudança!
Mas seu erro talvez tenha sido planejar o futuro, que para todos, sem exceção, é incerto...
Finalmente chegou a hora de colocar em prática, tudo o que ele tinha pensado. Até quebrou alguns valores que prezava e se orgulhava em manter.
O tempo foi passando... passando... passando... e ele foi percebendo que sua mudança não obteve o resultado que ele tinha planejado e pensou: será que estou fazendo a coisa certa, do modo certo?
O tempo acabou... suas mudanças não funcionaram... e agora só restava voltar para casa vendo a paisagem correr diante seus olhos...
No dia seguinte ele decidiu: Não mudarei mais! Serei do jeito que sou! Não importa se serei feliz ou não!
Ele preferiu se acomodar sim... estava sofrendo... queria que pelo menos uma vez as coisas saíssem como o planejado.
Talvez um dia apareça outro motivo que o faça querer mudar novamente, mas por enquanto, ele vive desiludido na sua pequena caixa azul.