8 de abril de 2010

O palhaço está de volta


Reeeeespeitável público! Senhoras e senhores! Meninos e meninas! O Grand Cirque Contes de Farses tem a honra de apresentar: O palhaço! Sim! Ele, por quem vocês aguardavam pelo regresso: Fernando Braida
*toca uma fanfarra ao fundo: TCHARAN*
Voltei a assumir o bom e velho nariz vermelho.
Mas eu gosto disso. Sério!
Eu acho que todos nós deveríamos andar aí, pelas ruas, com as caras pintadas, porque, máscara por máscara (leia-se como algo escondido, oculto, como uma mentira ou uma verdade que evitamos contar) nada mais legal do que a de um palhaço.
O personagem bobo, que ri dos seus defeitos e que não tem medo de mostrá-los.
Eu gosto de ser palhaço, de me pintar, vestir as roupas "estranhas" e fazer os outros rirem com minhas idiotices.
Experimentem! Eu já fui em lugares onde cuidavam de crianças carentes para animar, junto com outras pessoas, e fazer alguém sorrir é algo mágico. Mesmo quando se está triste, não tem como não se contagiar pelo sorriso alheio.
Então, quando estiverem tristes, lembrem-se de sorrir.
Pode parecer ridículo e auto-ajuda demais, eu sei, mas ameniza um pouco as coisas.
E não se esqueça: nossa vida é como uma fila na carrocinha do algodão doce; ela pode estar grande e lenta, mas ela v a  i    c    o   m    e     ç     a     r          a             a           n            d                a                     r         e no final você vai ter o que consegue.

4 de abril de 2010

3 de abril de 2010

A Poesia da Imagem

Olá meus seguidores e/ou leitores!

Antes de tudo, quero explicar uma coisinha: esse blog, inicialmente era sim só sobre contos, crônicas e outros textos ficcionais, mas depois de um tempo eu senti a necessidade de me abrir.
Talvez como um refúgio psicológico...
Mas não significa que parei com meus contos, crônicas e afins...
Só espero que não se importem por eu dividir um pouco da minha vida.

Atenciosamente,
Fernando Braida

(***)

[Agora sim vem o texto que me propus a escrever nesse post]

Como presente (adiantando) de aniversário, ganhei uma câmera fotográfica. Uma Fuji FinePix S1500.
Com isso redescobri a minha paixão por fotografia. Sim, quando eu era menor eu gastava rolos de filme tirando fotos com a câmera da minha mãe. Fotos avulsas ao extremo, desde um passarinho num galho, até a lasca de unha do meu dedo mindinho do pé!
Pra mim a fotografia é algo mágico. Afirmo (quase) o que diziam sobre a fotografia logo após sua descoberta: a fotografia rouba as almas das pessoas. Pra mim, não é que rouba as almas, mas sim, guardam os sentimentos das pessoas. Eu sei que é um comentário idiota o meu e que muita gente sabe disso, mas é que pra mim, realmente uma fotografia captura o que a pessoa está sentindo no momento.
Somos capazes de olhar para uma fotografia e identificar se aquele sorriso foi forçado, se aquele olhar está realmente feliz... bem, pelo menos eu consigo identificar isso.
Não se consegue mentir totalmente para uma fotografia pura. A não ser aquelas editadas e tratadas com softwares gráficos. Talvez nem as fotos modificadas por esses programas possam mentir a ponto de anular totalmente o que foi sentido naquele momento.
Enfim... é um assunto muito complexo para o momento.
O que me faz escrever esse post foi um pensamento que me ocorreu depois que li uma frase de Ansel Adams:

Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.
 E aí parei pra pensar sobre as últimas fotografias que fiz, mais especificamente sobre os dois últimos ensaios que fotografei.

"Alice no País das Maravilhas" foi o tema do meu ensaio com a Marília Villanova. Caraca! Como eu gosto dessa história. Nem é por causa desse filme que o Tim Burton dirigiu. Bem, também é... mas é que desde sempre eu gostei. O filme da Disney me fez ficar apaixonado, e depois eu baixei e li a história no PC. É simplesmente encantadora essa história. Tudo bem que eu costumo tirar um sarro dizendo que Alice tomou umas balas e fez uma viagem muito louca, mas me diz, quem não queria estar no lugar dela e descobrir um novo mundo, fantástico e fantasioso em que tudo é possível?
Talvez o fato de eu gostar tanto da história eu tenha feito esse ensaio. Óbvio que aproveitei o "bum" do momento por causa do filme que será lançado esse mês, mas era algo que eu precisava fazer. Talvez eu o refaça algum dia... algumas coisas eu confesso que não gostei, como o cenário escolhido, mas tudo bem... dá pra superar.
As fotos não ficaram muito boas. Algumas (em sua maioria) ficaram com o horizonte inclinado pra um dos lado, mas também estou começando e na hora nem me liguei pra isso... mas gostei tanto do resultado. Das fotos editadas e tratadas, mesmo não sendo o que eu esperava e ter torcido um pouco o nariz no início, mas comecei encarando como algo mais profissional mesmo. Foi legal! Gostei mesmo!


O outro ensaio que fiz, da Marcela Cristina, foi fotografado na Avenida Barão do Rio Branco, em Juiz de Fora. Você pode se perguntar o que há ali que me fez fotografar. Simplesmente a urbanização! Como eu adoro a minha cidade! Ou melhor, como eu adoro cidade, sem artigo definido. Um ambiente urbano sim, pode ter seus encantos. Eu não vejo só essa parte cinzenta que a maioria das pessoas costuma dizer sobre a urbanização. Vejo as peculiaredades das cidades.
Vocês não acham incrível o fato de ter uma casa sobre a outra? E estacionamentos (tudo bem que derrubam casarões antigos pra isso e isso é a parte ruim)? Eu fico viajando... o que será das cidades quando não houver mais seres humanos? Como as outras espécies vão aproveitar esse ambiente tão modificado pelo homem?
E aí depois de analisar isso tudo eu concluo que sim, as cidades tem seus charmes e que pra mim são as cores, a diversidade, mesmo em uma escala de cinza.
O que me fez fotografar o ambiente urbano nesse ensaio foi justamente a diversidade de formas e cores que uma cidade pode ter.

Enfim...
Eu realmente gosto de fotografar e se pudesse andaria com minha câmera no pescoço, pronto pra fotografar qualquer coisa que me transmitisse uma emoção, boa ou ruim.
Espero que tenham curtido as fotos e se quiserem uma dica, tentem ver o mundo através de uma lente fotográfica, fica tudo mais interessante, acreditem.


"Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim..."
Fernando Braida